Quinta-feira, Junho 25, 2009
Smoke Kills!
Pensar duas vezes antes de deixar de fumar!Há anos que vivo com numa luta pessoal para deixar de fumar. Estabeleço datas para o fazer mas nunca consigo mais que 1 ou 2 dias. De há uns tempos para cá deixei de pensar nisso, depois de ver esta animação Smoke Kills dos Antimult Studio, sobre a proibição de fumar em espaços fechados, comecei a reflectir sobre os malefícios de deixar de fumar :)! Noutro dia em conversa com um colega de trabalho sobre o assunto, enquanto fumávamos um cigarrito, no espço exterior da empresa criado para os fumadores, ele, pouco entusiasta da ideia respondeu-me assim enquanto falavamos sobre estas questões - um dia morreremos todos, tanto sacrifício para viver mais 1 mês, mais 1 ano (!)...- claro que são desculpas fáceis! Como sabem o fumo do tabaco para além de poluir o corpo dos que não fumam, também polui o ambiente mas vejam as consequências que o stress de deixar de fumar pode criar!
Quinta-feira, Junho 18, 2009
Jovem belga pede três tatuagens e acaba com 56
Jovem belga pede 3 tatuagens no rosto e acaba com 56!Na Visão online desta semana reparei no vídeo deste pobre ser que gostava de ter, para além dos olhos, boca, nariz...também 3 estrelas no rosto. O artista a quem encomendou tal remodelação achou que 3 estrelas não eram suficientes e que ela ficaria muito melhor se tivesse o céu estrelado tatuado no rosto, vejam o resultado!
Quinta-feira, Maio 28, 2009
Red Complex

Red Complex
Depois de 6 ou 7 anos a criar o novo disco de originais, reaparecem os ex-Nicole's Factory num grande concerto em Gondomar!
Entrevista Com Luiz Pacheco

«Não estou aqui a fazer poses»
©SOL/António Pedro Santos
(...)
E os Gato Fedorento?
Nunca vi. Isso é de um filho da puta, aquele gajo, o Ricardo Araújo Pereira.
Que já o entrevistou para o Jornal de Letras…
Com o Rodrigues da Silva, um gajo que já conheço há muitos anos. Foram os dois entrevistar-me. E eu aí descaí-me, porque não estou aqui a fazer poses. Digo as coisas e depois o que sai é com vocês. Quero lá saber! Mas fui dizer que uma gaja me tinha feito um broche de pino. E o gajo meteu isso.
Mas de quem foi a culpa?
Fui na conversa. Saiu-me.
Era verdade ou não?
Puseram ali o broche de pino! O que é uma coisa de meter medo…
Por que ficou tão zangado se era verdade?
Era verdade, era! Um gajo fica deitado na cama. E a gaja faz-lhe o broche. Até aí, é como o outro. É trivial. Mas de repente é de pino: a cama está encostada à parede, ela faz o pino, abocanha, apoia os pés na parede, está para ali a funcionar e um gajo à espera que ela de repente caia, porque tem uma mão apoiada na cama. Um gajo, se pensa, começa a ver o perigo que aquilo é. Se ela, de repente, se chateia, perde o equilíbrio, e lá vai… Mas isto são coisas que saem, porque um tipo não está a fazer pose.
Não gosta que esse tipo de coisas saia nas entrevistas, é isso?
Não é não gostar, é o espanto que provoca nas pessoas.
Está para sair um livro com entrevistas suas.
Esse livro é uma merda! Isso é de um gajo que publicou o diário na D. Quixote.
O João Pedro George?
Sim.
É seu amigo, não é?
Acho que não.
Mas vai escrever-lhe a biografia.
Isso é uma aldrabice. Se ele está convencido de que eu acredito nisso, nunca acreditei. Um gajo, quando vai escrever uma biografia, tem de pedir logo um documento, que é a certidão de nascimento. Ele falou com muita gente. Mas anda a apalpar terreno. Agora, esse livro [de entrevistas, O Crocodilo que Voa, da Tinta-da-China] não saiu ainda. Saiu um no Porto, pequenino, que diz na badana ‘Luís Pacheco é asmático, bissexual, filho único, alcoólico, cadastrado’. Isto não é de um gajo que vai fazer uma biografia. É acintoso. Então eu tenho a culpa de ser asmático? Asmático, sim; bissexual, suponhamos; cadastrado? Ele nem sabe o que é um cadastrado. Matou 100 pessoas ou roubou um papo-seco, vai parar à prisão e é um cadastrado. Esse gajo tem uma moralidade muito duvidosa. É bom para andar por essas pequenas editoras.
Que já o entrevistou para o Jornal de Letras…
Com o Rodrigues da Silva, um gajo que já conheço há muitos anos. Foram os dois entrevistar-me. E eu aí descaí-me, porque não estou aqui a fazer poses. Digo as coisas e depois o que sai é com vocês. Quero lá saber! Mas fui dizer que uma gaja me tinha feito um broche de pino. E o gajo meteu isso.
Mas de quem foi a culpa?
Fui na conversa. Saiu-me.
Era verdade ou não?
Puseram ali o broche de pino! O que é uma coisa de meter medo…
Por que ficou tão zangado se era verdade?
Era verdade, era! Um gajo fica deitado na cama. E a gaja faz-lhe o broche. Até aí, é como o outro. É trivial. Mas de repente é de pino: a cama está encostada à parede, ela faz o pino, abocanha, apoia os pés na parede, está para ali a funcionar e um gajo à espera que ela de repente caia, porque tem uma mão apoiada na cama. Um gajo, se pensa, começa a ver o perigo que aquilo é. Se ela, de repente, se chateia, perde o equilíbrio, e lá vai… Mas isto são coisas que saem, porque um tipo não está a fazer pose.
Não gosta que esse tipo de coisas saia nas entrevistas, é isso?
Não é não gostar, é o espanto que provoca nas pessoas.
Está para sair um livro com entrevistas suas.
Esse livro é uma merda! Isso é de um gajo que publicou o diário na D. Quixote.
O João Pedro George?
Sim.
É seu amigo, não é?
Acho que não.
Mas vai escrever-lhe a biografia.
Isso é uma aldrabice. Se ele está convencido de que eu acredito nisso, nunca acreditei. Um gajo, quando vai escrever uma biografia, tem de pedir logo um documento, que é a certidão de nascimento. Ele falou com muita gente. Mas anda a apalpar terreno. Agora, esse livro [de entrevistas, O Crocodilo que Voa, da Tinta-da-China] não saiu ainda. Saiu um no Porto, pequenino, que diz na badana ‘Luís Pacheco é asmático, bissexual, filho único, alcoólico, cadastrado’. Isto não é de um gajo que vai fazer uma biografia. É acintoso. Então eu tenho a culpa de ser asmático? Asmático, sim; bissexual, suponhamos; cadastrado? Ele nem sabe o que é um cadastrado. Matou 100 pessoas ou roubou um papo-seco, vai parar à prisão e é um cadastrado. Esse gajo tem uma moralidade muito duvidosa. É bom para andar por essas pequenas editoras.
Semanário - Sol
Por Ricardo Nabais e Vladimiro Nunes
Sexta-feira, Dezembro 28, 2007
Estrela do Mar

Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia, sózinho, ao relento
E ali longe do tempo, acabei por dormir
Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara sardenta encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar
"Sou a estrela do marsó a ele obedeço
Só ele me conhece,só ele sabe quem sou
No princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força Ser dono de mim..."
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Só sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar
Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada para estrela do mar
"Estrela do mar Só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou
No princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força Ser dono de mim..."
Jorge Palma " Só"
Sábado, Setembro 15, 2007
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz
(Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.)
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz
(Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.)
Terça-feira, Agosto 14, 2007
Parque Nacional da Peneda-Gerês

Grande dia no Gerês. Deviam experimentar o paraíso das montanhas já aqui ao lado! A Uma hora e meia de distância, bem perto de Braga temos um este sítio paradisíaco de montanhas verdes, com um cheiro magnífico. Longe das correrias da cidade e da rotina semanal, um lugar espectacular para carregar baterias!
